terça-feira, 5 de setembro de 2017

Broados da Morgada de Tangil





De há uns meses para cá temos feito destes quase todas as semanas.
Fica uma textura muito diferente e de sabor intenso.

A minha filha gosta de esboroar com iogurte grego, ao pequeno-almoço. E com a bela da fruta em calda.
O meu filho gosta de uma chávena de Moroccan Tea com eles, antes de se deitar. Fazem um builders tea fantástico.



Uso:

- 150 gr de margarina
- 150 gr açúcar amarelo
- 3 ovos inteiros
- 2 colher de chá de extracto de amêndoa
- 1 colher de chá de extracto de baunilha

Ingredientes em pó:
- 180 gr de farinha de trigo
- 150 gr de farinha de milho
- 1/2 colher de sopa de bicarbonato de sódio
- 1 colher de sopa de canela em pó

Já nos tabuleiros:

- ovo batido para pincelar


Como?

Assim: Liga-se o forno a 180.ºC e enquanto aquece:

Numa taça grande bate-se a margarina à temperatura ambiente com o açúcar até esbranquiçar. Juntam-se o resto dos ingredientes líquidos e mexe-se até homogeneizar.

Juntam-se todos os ingredientes em pó, peneirando para dentro da taça. Uso um garfo de madeira porque fica uma massa grossinha e é-me mais fácil e mais rápido de obter uma massa homogénea e consistente.

Em 2 tabuleiros grandes,  revestidos  folhas de papel vegetal dispomos a massa, retirada com uma colher de sobremesa bem cheia, em pequenos montinhos, com 3 dedos de intervalo entre eles.

Pincelam-se com ovo batido por cima e vão ao forno por cerca de 15 minutos. Os últimos 5 minutos são variáveis.

Arrefecem por completo, numa rede, antes de guardar.


segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Bifanas my way


Um must dos finais de domingo com  a tropa toda.
Até já dá linha de montagem.

Resultou dum cruzamento das minha sanduíche preferida com a tradicional bifana portuguesa.
A rapaziada vinha esganada e ... foi um vê se te avias.
Dizem que vão abrir uma roulotte no fim da rua em dia de jogo de futebol; que a coisa rende tanto como uma sandes de presunto.



Uso:

Bifanas de porco muito fininhas, temperadas com sal e vinagre

Mostarda e maionese

Manteiga e óregãos

Pão saloio fatiado, fino. De centeio, de mistura, de cereais ... na verdade vamos coleccionando em viagem e congelamos ahahhaha!


Como?

Duas a duas, as fatias de pão vão a uma tosteira, sobrepostas. Não tostam por dentro.
As bifanas são sovadas até ficarem com a textura a desfazer. Grelhadas, na chapa, rapidamente readquirem a forma. Grelham em 3 minutos! São mesmo fininhas!

As faces interiores do pão são barradas. De um lado com maionese e do doutro com mostarda. Pouca quantidade. Preenchem-se com as bifanas grelhadas. Na face do pão voltada para cima, barramos com manteiga e polvilhamos com óregãos.

Não há fotos.
Só da ramboiada mesmo.
Não cabe aqui. :)



quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Hot Rumpsteak





É um favorito de sempre dos meus filhos.

Fizeram questão de fazer o iced tea para eles.

- Mas eu devo ter uma costela do lado de lá do Mississipi, como diz a tia Phillys e portanto não pões açúcar nenhum é 'tá dito! - dizia ele enquanto cortava as rodelas de limão e exercia o poder fraternal de irmão mais velho que ela não se dispôs a acatar.

- Deves ter a mania que és o Tom Sawyer, mazé!!!!!!

Contessa Carlotta já-não-m'alembro-mas-era-boa para a mãe e foi um almoço supimpa.
A três.


Usei:

3 bifes da alcatra de vitelão, de 200gr a 250gr. Grossos, muito grossos.
batatas novas
sour cream na versão light
tomate cherry assado
cebolinho desidratado
malagueta seca moída
sal, pimenta preta e pimenta branca moídas na altura


Como?

Grelham-se os bifes que se temperam já na grelha quente, 5 minutos de cada lado.
Repousam tapados para a carne recuperar os líquidos.
Batatas cozidas em água abundante com duas colheres de sopa de sal.
A imagem fala por si de tão básico que é.
Falta mesmo só dizer como se faz o molho e o tomate assado.
Cá vai:


Light sour cream:

200ml natas
6 colheres sopa de iogurte grego (mais perto do original: usar queijo Philadelphia)
sumo de limão a gosto
pimenta moída
sal
ervas da Provença


Tomate cherry assado

Em forno a 200ºC, bronzeados com azeite e temperados com sal, pimenta e óregãos. Até murcharem.
São autênticas bombas de sabor que podem ser armazenadas em frascos para usar em pastas, molhos, acompanhamentos, etc. Guardo no frigorífico um pote desta coisa.


Pêras em calda

Uso:
1 kg de Pêras duras, partidas em quartos, com casca, sem talo e sem coração
300gr de açúcar amarelo
900ml de água
2 paus de canela
3 cravos-da-índia
1 colher de sobremesa de erva-doce


Como?
Uso uma sertã  grande de esmalte porque nem todas as pêras têm o mesmo grau de maturação e por isso não cozem ao mesmo nível. assim vejo todas e "pesco-as" no ponto exacto da cozedura.

Deixam-se todos os ingredientes ao lume excepto a fruta até começar a fazer pequenas borbulhinhas. Juntam-se as pêras nessa altura e ficam a fervilhar não mais que 5 minutos.
Frascos de tampas metálicas de enroscar limpos e respectivas tampas imaculadas.
Sobretudo os gargalos dos frascos.
Saem para os frascos ainda duras. 
Cobrem-se com a calda, coada, ainda a ferver, à qual se retiram a canela e os cravos, que escurecem a fruta e cerca de metade da erva-doce. 
O líquido deve cobrir até ao topo do frasco por forma a que fique o mínimo possível de ar dentro recipiente.

Viram-se os frascos tapados ao contrário até a arrefecer.

Passo final da esterilização: vai à máquina de lavar loiça.
Daí o máximo de 5 minutos de cozedura na sertã de esmalte.


PS: Parece uma trabalheira mas não é. Use-se um jarro medidor de sólidos e líquidos. Para verter os ingredientes na sertã e para retirar a calda para os frascos. Tudo muito prático e pouca confusão.

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Bacalhau Crocante de Cajú



Na verdade deu-me para adaptar do BACALHAU COM ESPARGOS VERDES E PIMENTA VERDE.
Mais rápida, menos saudável ahahhahah, de sabor diferente porque é mais acidulado no recheio e vem contrastar com o crocante adocicado do caju.

Mas que caiu bem pela surpresa da diferença.
Sobretudo quando se junta uma grupeta de família e amigos, para um jantar volante, tardio, babados e  felizes com as artes de Talma dos respectivos petizes.

Usei:

- 4 postas de bacalhau muito alto e muito grandes, cozido em água aromática e desfiado, reservo metade da água da cozedura
- 2 pacotes de batata palha, dos grandes
- 1 molho de espargos verdes picados em crú
- 1/2 frasco pequeno de azeitonas pretas hidrogenadas (das gulosas), descaroçadas, picadas em crú
- 2 litros de molho branco
- 1 + 1/2 pacotes de queijo ralado para cobrir o meu tabuleiro
- 250 gr de cajú, picado para cobrir o queijo ralado


Como?

Começo pelo molho. Faço em duas vezes. O trivial. O meu trivial. A chávena de farinha cozida em 2/3 de chávena de margarina, com um litro de leite, aos poucos e água da cozedura do bacalhau a olho. Mexido com varas. Sempre. Sal e pimenta a gosto. Sal descontado do que se vai juntar do resto dos ingredientes.
Não há noz moscada e leva água. Mais leve e sedoso que o béchamel. E com o sabor do ingrediente principal.



Num tacho enorme, envolva-se o bacalhau desfiado depois de cozido, os espargos e as azeitonas picados no dito do molho. Rectifique-se de sal e pimenta.

Junte-se a batata palha que se deixa ensopar no molho mas ... o segredo é realmente o equilíbrio do rácio batata palha/molho. Se por um lado não queremos sentir a batata palha crocante no molho ... também não queremos uma argamassa pronta para armar uma vedação de tijolo... e isto não é fácil de conseguir. 

Repousa uns 5 minutos já no tabuleiro de forno, coberto de queijo ralado e por cima do queijo, o caju picado e salpica-se o caju com sal refinado.

Vai ao forno a 250ºC - o mais forte que houver - porque não podemos sobre-gratinar frutos secos, não pode queimar o caju porque senão vai tudo para o caixote do lixo, está o prato estragado (mesmo, não tem salvação porque esta cobertura fica uma pastilha crocante de boaaaaaa e gulosa que é difícil de tirar) e por outro lado não pode ficar em lume baixo porque senão leva muito tempo a dourar e ficamos com a dita argamassa para assentar tijolo.


Princesa Violeta casou com o moço plebeu sob o olhar babado de família e amigos graças a intervenção de Santa Galinha.

Agendada ficou uma bela duma cabidela. 
Com calor, mergulhos e movies ao ar livre noite adentro.
Na lezíria. 



quinta-feira, 8 de junho de 2017

Omelete gigante de cogumelos e paio



E havia ovos lá da quinta, a dar com um pau, no frigorífico ... e paio a pedir misericórdia .... e um resto de azeitonas pretas...

Era para ser uma tortilha mas não havia batata palha nem batatas congeladas pré-fritas. Nem tempo.

E as duas mais velhas vinham jantar ...

Saiu uma mega omelete, fofa e alta, de cogumelos e paio, que acaba de se fazer no forno, numa frigideira enorme de 28cm que foi à mesa - enquanto nos perdemos nas entradas e no Lambrusco Contessa Carlota Rosé - e que acompanhou com salada e arroz branco.

Usei:

- 1 embalagem de cogumelos marrom cortados a quatro mãos, com a Joana. Não se lavam os cogumelos!!!!!!!!! Nunca!
- 300g de paio meio gordo, em meias luas
- 2 colheres de sopa, muito mal cheias, de azeite
- 1 mão cheia de azeitonas pretas

e

- 10 ovos
- uns bons 350ml de leite
- 1 embalagem de queijo ralado
- sal qb, com desconto do sal do paio
Muito bem batido com varas!!!!!!!!!!

Tudo o que entra numa omelete vai à temperatura ambiente.


Para a salada, obra da filha Leonor:

- 1 alface iceberg baby
- 2 tomates maduros em rama
- 1 cebola média
- orégãos
-vinagre balsâmico e azeite e;
- pimentos vermelhos de conserva em azeite e alho esmagado, à parte, por causa dos estômagos delicados.

Arroz branco  receita da Joana e feito por ela mesma!


Como?

Salteiam-se os cogumelos no azeite a ferver e temperam-se com pimenta preta moída na altura. Quando estão dourados e crocantes (azeite a ferver, senão nada feito!) junta-se o paio que não se deixa ficar crocante. Vamos tirar-lhe o máximo de sabor e para isso ... baixamos o lume e deixamos saltear até ficar "cozido" em azeite. Juntamos as azeitonas. E por cima vamos verter, mais uma vez batemos antes com as varas, o preparado dos ovos.

Tenho uma frigideira Starlyf, de cobre não aderente que facilita muito a tarefa seguinte: quando vertemos os ovos, vemos a omelete arrufar nos bordos mas no meio continua crua/líquida. Com um garfo de madeira vou rompendo o fundo da omelete no meio, por forma a que o líquido entre em contacto com o fundo da frigideira e assim vai cozendo mais depressa. E aumentando o tamanho da omelete que continuará a crescer dentro da frigideira!!!!!!

Quando estiver meio líquida vai ao forno em temperatura máxima, na própria da frigideira.

Demora o tempo de saborear queijo creme de pasta de azeitonas com tiras dinamarquesas crocantes de cebola e sésamo, queijinho Paiva quadrado e pão saloio fatiado fino, guacamole com nachos. a bela da manteiga Primor...

Fica uma omelete alta, com uns 3 dedos de altura, com uma textura macia e muito saborosa.
Segredo? Todos os ingredientes à temperatura ambiente, ovos batidos com varas, antes e depois de juntar o leite. Acabar com calor envolvente de forno, à temperatura máxima.

A Julia Child tinha um ataque. Deixei no forno uns bons 15 minutos.

PS: Deitar abaixo uma garrafa de álcool na melhor das companhias aos 46 pela primeira vez. Os 5 juntos. E a rezar que o sexto venha já a caminho.

PS2: Já temos o Timmy. Agora caía tão bem um Tommy ...

Publicação em destaque

Coxa de Perú assada com Milho Doce

Usei para temperar: 2 coxas de perú sumo de limão  2 tomates, cortados em cubos  sal E para assar: 1/2 copo de vinho branco...